quinta-feira, 15 de agosto de 2013

Poema: Dois ponto zero

Um ponto nove.
Meia-noite.
Dois ponto zero.
Zero.
Hora de zerar tudo.
Hora de (re) começar.
Hora de parar de fazer hora.

Aos sonhos... persistência.
À persistência... paciência.
À paciência... recompensas.
Ao coração partido... um novo amor.
A um novo amor... carinho.
Aos planos futuros... coragem para realizá-los.
Às feridas do passado... tempo.
Ao tempo... vida.
À vida... saúde.


Dois ponto zero mais dois ponto zero mais dois ponto zero...
E que não seja só matemática.
E que seja química, física, biologia, filosofia...
E literatura.
Para que eu possa continuar rabiscando
Pra eu mesmo ler
e  achar ruim
e mesmo assim mostrar a alguém
que achará uma graça.

E que a vida seja cheia de graça.
Porque o mundo já anda sombrio demais.
De resto, é estender a alma no varal
para que as mágoas sequem.

Não há mais tempo há perder.
Nem possibilidade de alívio.
Eu sei que não pegarão leve.
Mas estou preparado.
Sou um herói só por estar vivo
E continuar lutando
Pra me tornar infinito.

Traga a garrafa
Que hoje eu vou beber.
À vida... um brinde.




2 comentários:

  1. OLÁ,
    PRIMEIRAMENTE GOSTARIA DE PARABENIZAR PELO POEMA. SEGUNDO EU ESTOU MONTANDO UM VLOG E UM BLOG ... E NO VLOG TENHO UMA SERIE DE VIDEOS QUE ESTOU MONTANDO ONDE LEIO ALGUNS POEMAS (SOMENTE VOZ E FUNDO MUSICAL) E GOSTARIA DE SABER SE POSSO LER ESTE POEMA SEU ??? ... LOGICO QUE FAZENDO TODAS AS REFERENCIAS... ESTOU NO AGUARDO E MAIS UMA VEZ PARABÉNS E OBRIGADO.

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Olá Francisco, que bom que gostou! Claro que pode, me mande o link do projeto pra que eu possa conhecer. E quando postar o vídeo lendo meu poema me avise ^^ Abração.

      Excluir