domingo, 29 de julho de 2012

Poema: Confissão

Eu menti quando disse que seu beijo era o melhor que eu já havia provado
Menti quando falei que gostava do teu jeito abobado.
Eu menti quando te abracei e não queria te deixar partir
Menti todas as vezes que te fiz rir.

Eu menti em todas aquelas cartas, poemas e músicas de amor

Menti quando te falei da minha dor
Eu menti quando sorria tímido pra você
Menti quando disse que esse sentimento aqui dentro só fazia crescer.

Eu menti daquele dia na praia, menti daquele dia na praça, menti daquele dia no parque...

Menti quando falei que foram os melhores dias da minha vida.
Eu menti quando disse que adorava fazer amor no meio da madrugada
Menti, menti por nada.

Eu menti tanto que nem consigo mais lembrar,

Menti sobre mim, sobre nós, sobre o amor e sobre amar.
Menti tantas vezes que confrontar a verdade até desanima
Acima de tudo, nunca menti tanto quanto nos versos acima.

Dentre todas as mentiras que já disse a mim mesmo tentando me convencer

A mais estúpida foi dizer que conseguiria te esquecer.
Sou um mentiroso que sofre noite e dia de forma contida
Um eterno errante que viu em você a única verdade da vida.

É verdade.


(revisado em: 30/09/2013)
                  

4 comentários:

  1. Amei cada trecho *-* Incríveis suas palavras!

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  2. Nossa, que bonito. Gostei da forma como começou e de como reverteu a situação.

    Beijo! :)

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  3. Ser amado é bom, mas amar é ainda melhor. Continue passando seus sentimentos, ou pensamentos para as palavras. Eu penso que é um jeito de me auto avaliar. Como uma visão externa de mim mesmo!
    Esse é meu blog: larysalgueiro.wordpress.com
    Escrevo porque amo, escrevo pra consegui, dispender-se de mim.

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