domingo, 13 de maio de 2012

Conto: Nostalgia

Gustavo e Rodrigo chegam em seu apartamento, foi uma noite e tanto... Enquanto Rodrigo vai se banhar, Gustavo senta-se na cama. Ao olhar para a mesa de cabeceira observa uma folha de papel aberta presa ao abajur. Ele pega o papel, era uma carta. Começa a ler...

Sabe, te ver com outro foi sem dúvida um dos momentos mais difíceis da minha vida. Admitir que agora não mais o dono do seu sorriso não foi fácil e acho que nunca será. 
Mas acredite, eu amadureci com isso tudo. Mesmo você não acreditando mais em mim eu te garanto que não sou mais o tipo errado de tempos atrás, apesar de a essa altura isso já não faz a mínima diferença...
Devo admitir que seu novo  relacionamento parece estar dando certo, dizem por ai que ele é um cara legal. Espero que seja mesmo, pois você não merece sofrer outra vez.
Deves estar se perguntando o porquê dessa carta. Na verdade não sei te responder, é que de repente me dei conta de que não me resta mais nada além das lembranças dos momentos que passei com você. Queria que você soubesse que cada sorriso, cada abraço, cada beijo... está tudo guardado num lugar tão protegido aqui dentro de mim que até tenho medo de não ter mais acesso a eles. Ainda me assusto quando estou fazendo algo de interessante e penso em como gostaria que você estivesse ali comigo, mas logo sou tomado por um vazio inexplicável, mais ou menos traduzido numa frase: '... não, ele não está mais aqui.'
E foi tão difícil sabe, fingir que nada aconteceu, ter que sorrir quando alguém , por descuido ou inocência, vinha me falar sobre você. Achei que ia desmoronar. Mas não se preocupe... já estou me reconstruindo aos poucos.
Torço para que um dia nós enfim percebamos que a vida não era nada daquilo que imaginávamos e que mesmo assim vale a pena viver. Torço para que você seja tão feliz quanto merece ser. Torço para que perdoe todas as vezes que te fiz sofrer, e torço pra que entenda que nunca mais serei capaz de amar alguém tanto quanto amei você.
Acima de tudo torço para que nós dois ainda possamos lembrar com carinho um do outro toda vez que olharmos pro céu. E é pra conservar pelo menos o que restou de bom da nossa história que resolvi partir.
 Adeus meu pequeno,
P."

Gustavo termina de ler a carta e visivelmente emocionado aperta-a contra seu peito. Levanta-se, vai até a janela e começa a olhar o céu. Rodrigo chega, abraça-o por trás e pergunta:
- O que foi meu querido?
Gustavo disfarçadamente coloca a carta no bolso e responde:
- Nada não, é que a lua esta tão bonita hoje não está?

3 comentários:

  1. Lindo o texto! Sério mesmo parabéns!

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  2. Boa tarde, passei para dizer que gosto muito da maneira como você escreve, o sentimento que eu como leitora vou sentido a medida que vou assimilando a junção das palavras... Gosto da simplicidade... parabéns.. Estou seguindo você! :) dê um aolhadela ao meu blog, nele encontra a mesma paixão e verdade.. Desde já agradeço.. fique com Deus.. http://cdpcpdl.blogspot.pt/

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  3. Obrigado Paulo pela visita e por fazer parte do meu cantinho, adicionei o seu canto na minha lista de blogues para que meus leitores possam ter acesso ao seu Blog..

    Obrigado e fique com deus..

    Com carinho
    **p**//http://cdpcpdl.blogspot.pt/

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